(PT) Colóquio Internacional da Cátedra acolheu participantes de 14 países
A Cátedra Aquilino Ribeiro promoveu, entre 19 e 20 de novembro, o seu Primeiro Colóquio Internacional, um evento marcado por um espírito de abertura e de diálogo académico. O encontro reuniu representantes e membros de várias Cátedras do Instituto Camões e recebeu participantes provenientes de 14 países.
A Cátedra Aquilino Ribeiro promoveu, entre 19 e 20 de novembro, o seu Primeiro Colóquio Internacional, um evento marcado por um espírito de abertura e de diálogo académico. O encontro reuniu representantes e membros de várias Cátedras do Camões, I.P. (José de Almada Negreiros, Vergílio Ferreira, Paulina Chiziane, José Saramago, Padre António Vieira e Lindley Cintra) bem como do Centro de Língua Portuguesa “Giulia Lanciani” e do Centro de Língua Portuguesa em Praga. No total, o colóquio recebeu participantes provenientes de universidades e outras instituições de 14 países, entre os quais a República Checa, Portugal, Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha, Suíça, Polónia, Eslováquia, Hungria, Bulgária e Eslovénia.
Ao longo de dois dias, foram apresentados múltiplos trabalhos de investigação nas áreas da língua, linguística, literatura e cultura dos países de expressão portuguesa. As sessões plenárias deram o tom ao encontro, trazendo ao debate temas variados e perspetivas inovadoras.
A cerimónia de abertura iniciou-se com uma intervenção em vídeo de Sua Ex.ª Carlos Macedo Oliveira, Embaixador de Portugal em Praga. Seguiu-se a primeira sessão plenária, intitulada Início - Aquilino ou um mundo que galopa que foi proferida por Martim de Gouveia e Sousa, vice-presidente do Centro de Estudos Aquilino Ribeiro.
A secção linguística do colóquio foi inaugurada por Rui Sousa-Silva, diretor do Centro de Linguística da Universidade do Porto, com a palestra AI e Justiça: O papel fundamental da Tradução Forense. O primeiro dia encerrou com a sessão plenária de Ricardo Rato Rodrigues (Uniwersytet Marii Curie-Skłodowskiej, Cátedra Lindley Cintra), A deficiência intelectual na literatura portuguesa: de Gil Vicente a António Lobo Antunes.
O segundo dia abriu com a sessão plenária de José Manuel Santos (Presidente da Associação de Brasilianistas na Europa), dedicada à obra O Diálogo das Grandezas do Brasil e ao seu autor mais provável, Ambrósio Fernandes Brandão, sublinhando a importância do texto para a compreensão do Brasil no início do século XVII.
O colóquio terminou com um debate com o escritor brasileiro Luiz Ruffato, cuja produção se caracteriza pela atenção às classes trabalhadoras e às margens sociais e inclui uma vasta série de romances (p.ex. Inferno Provisório, O antigo futuro ou A mão no fogo) e obras poéticas (Manhãs de sabre ou O amor encontrado), entre outros.
A organização agradece a todos os investigadores pelas suas intervenções e ao público pela presença e apoio.